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197 resultados encontrados

  • Podcast | joaocarlosviegas.com

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  • Agenda | joaocarlosviegas.com

    Romance a ser lançado em março de 2020 Minha música censurada no Festival do Colégio Pedro II, 1972

  • Crônicas - Mato Grosso | joaocarlosviegas.com

    - Mato Grosso, o recolhedor de mortos. Teresinha andava triste por causa de um longo noivado que terminara. Por isso, a família ficou aliviada quando ela apresentou Mato Grosso, o novo namorado. - Meu nome é José Bonifácio mas todos me conhecem como Mato Grosso. Ele se apresentou a dona Madalena e a seu Rubens, pais de Teresinha. - Prazer, Mato Grosso. – disse seu Rubens – Você trabalha em que ramo? - Motorista de rabecão. - Caminhão?! – corrigiu dona Madalena. - Não, senhora. É rabecão. A viatura que recolhe mortos. - E tem muito serviço? – curiosa, Dona Madalena. - Ah! A violência está difícil, dona Madalena. É muito crime. Já recolhi uns 10 numa chacina que a senhora deve ter ouvido falar. Melhorou é nas estradas porque a Lei Seca deu uma trava nos bêbados ao volante. Seu Rubens concordou elogiando a repressão à mistura de bebida com direção e cortou o assunto chamando todos para o jantar. No quarto, já pronta para dormir, dona Madalena reclamou da profissão de Mato Grosso. - Funcionário público, - disse seu Rubens – não se mete nisso. - Ele apertou minha mão, Rubens. - E daí? - A mesma mão que recolhe os mortos. Teresinha, feliz, fazia planos com Mato Grosso que, no intervalo do trabalho, foi à casa da noiva acompanhada de Gérson, companheiro de serviço. - Quero comer esses doces. – disse Gérson para dona Madalena quando Mato Grosso foi ver alguma coisa que Teresinha queria mostrar. - O senhor se dá muito bem com ele? – quis saber dona Madalena. - Companheiro como Mato Grosso não tem, dona. Além de dirigir a viatura, ajuda ajeitando os corpos na caçamba. Dona Madalena foi se conformando e até observando qualidades no noivo da filha. Quem sabe um dia deixaria a função para assumir outro posto? No entanto, da paixão, Teresinha passou para o desinteresse e, daí, para a aversão. Logo, anunciaria. - Mãe, Mato Grosso já deu. Acabou. - Mas, logo agora, que eu já fazia gosto?! A verdade é que Teresinha começou um relacionamento sério com Sérgio Barbosa. Por isso, rompeu com Mato Grosso. Barbosa, nome pelo qual é conhecido na profissão, é administrador de cemitérios e dizem que muito competente. Mas, aí, já é outra história.

  • Crônicas - Um Líbano Tropical | joaocarlosviegas.com

    - Um Líbano tropical ​ A dentista recebe no consultório um miliciano que veio cobrar a taxa de proteção. Dentista e miliciano iniciam um caso de amor e a mulher pede ao homem que mate o esposo dela. O marido é sequestrado e aparece morto na Região dos Lagos. A Polícia descobre a trama, prende a dentista e o miliciano está foragido. O que parece argumento para uma história policial aconteceu na Zona Oeste do Rio. A dentista, além de desejar o fim do companheiro de 20 anos, queria receber a grana do seguro. Ela registrou o desaparecimento do marido e agradeceu o apoio dos amigos e parentes no momento triste pelo qual passava. No Rio de Janeiro, as milícias surgiram com a desculpa de que era preciso combater o tráfico de drogas. Por isso, cobram taxa de proteção aos comerciantes, prestadores de serviços e moradores. Afinal, sem impostos, precisam tirar dinheiro de alguma forma. Em certas regiões da cidade, há uma guerra pelo domínio do território e pessoas que nada têm a ver com a disputa são exterminadas, principalmente, crianças. Há uma teoria de que as execuções de meninas e meninos são propositais, estratégia para gerar comoção e forçar uma negociação de trégua. O poder constituído seria obrigado a conversar com as partes em “guerra” e dividiria as regiões entre esses criminosos. Assim, a “paz” se estabeleceria. Essa ideia já foi divulgada pela imprensa e teria sido urdida nas prisões de segurança máxima onde as lideranças do tráfico estariam confinadas. Armas, milicianos e traficantes são uma mistura que pode levar o país a uma guerra civil como a do Líbano que durou 16 anos. Lá, havia o fator religioso que insuflava ainda mais a luta. Aqui, embora não existam fundamentalistas islâmicos, há neopentecostais com o mesmo nível de ódio contra quem não pensa igual. Inclusive, em algumas comunidades, traficantes que se proclamam “evangélicos” ameaçam e profanam terreiros de umbanda e casas de candomblé. Portanto, quem garante que – nessa guerra de milícia e tráfico – o aspecto religioso fique distante? Disputa de território e imposição da verdade que liberta se misturariam numa guerra que pode se estender além do município carioca o que seria uma questão de difícil solução num país onde membros do poder constituído costumam questionar as instituições democráticas e até ameaçam com rupturas. A dentista que teve um caso com o miliciano combinando com o amante a morte do marido, meninas e meninos mortos em comunidades, trocas de tiros pelas ruas e uma incapacidade do Poder Público em se impor alimentam um discurso de ódio que só crê no aumento da repressão para vencer a violência. A realidade pode empurrar o país para uma situação semelhante à da guerra civil libanesa. Não se trata de uma teoria da conspiração, basta analisar um pouco o que cerca o povo brasileiro para se temer tal futuro. Portanto, está aí o alerta aos que vociferavam o mantra de que o Brasil poderia se transformar numa Venezuela. Cuidado com o Líbano Tropical.

  • Crônicas | joaocarlosviegas.com

    Crônicas CLIQUE NA IMAGEM E LEIA O TEXTO 21/12/20 Mato Grosso, o recolhedor de mortos 05/11/20 A viúva e o papa-defunto 31/10/20 Legalização do jogo 27/10/20 Data de validade 25/10/20 Duro é ser escritor duro 05/10/20 Rio de Janeiro a janeiro. 29/09/20 A elite não mora mais aqui 08/09/20 O Jardim dos Finzi Contini 06/09/20 Bom domingo 27/08/20 Taxar livros 9/08/20 Dia dos Pais 30/07/20 Crime no Recreio 20/07/20 Ruas Ocupadas 03/07/20 Humor é rir de si mesmo 01/07/20 Um Líbano Tropical 23/06/20 Lado certo da história 19/06 Chico Buarque 08/06/20 Vidas importam 2/06/20 O dia quando eles foram proibidos 21/05/20 "Mas o lula..." Mostrar Mais

  • Crônicas - A gente não quer só.. | joaocarlosviegas.com

    - A gente não quer só...... ​ ​ T odo político quando acusado alega estar sofrendo perseguição. As evidências são claras, as provas incontestáveis, mas o sujeito é vítima de uma perseguição política. Afinal, o governo dele priorizou os mais pobres. Político brasileiro sempre governa para os pobres, pensando nos desfavorecidos, naqueles que nunca nada se fez a favor deles. Interessante é que, mesmo tão defendidos na política nacional, o número de pobres no país não para de crescer. Políticos gostam de prioridades. Cultura, por exemplo, não é prioridade. Por isso, tanto ódio aos artistas que se beneficiam de algum incentivo para suas atividades. Afinal, o país não tem Educação, Saúde, Segurança, como vai gastar dinheiro com show ou cinema? Na cabeça de parcela do eleitorado, incentivado por candidatos, o dinheiro (mesmo não saindo diretamente do cofre público como o da Lei Rouanet) tem de ser direcionado para o essencial, aquilo que faz parte realmente das prioridades. Para que direitos se o importante é ter emprego? O que o povo prefere: carnaval ou hospital? Futebol ou escola? Policiamento nas ruas ou Jardim Botânico? Geralmente, nessa conversa de prioridades, não há investimentos nem nas prioridades nem nos supérfluos e o povo mesmo fica sem emprego, direitos, futebol, escola, hospitais...... ​ “Os Titãs” abordaram o assunto muito bem em "Comida": ​ ​ “Bebida é água! Comida é pasto! Você tem sede de quê? / Você tem fome de quê? /A gente não quer só comida / A gente quer comida /Diversão e arte/A gente não quer só comida /A gente quer saída /Para qualquer parte.....” ​ ​ O prato de comida é fundamental, mas todos têm o direito de conhecer uma ópera, por exemplo. Principalmente, para descobrir que várias músicas populares beberam nessa fonte. Cadê o direito de conhecer Cervantes, Camões, Machado de Assis, Shakespeare e textos que – ao contrário do que repetem - não são difíceis de entender. Há uma elite que guarda só para ela o saber e não aceita dividir esse prazer com quem não é da classe dominante. Para os poderosos, o conhecimento. Para os outros: angu e cale a boca porque , como em “Macunaíma” de Mário de Andrade: “Para você está muito bom!” Tem gente que cai nesse papo de prioridades. Afinal, num país onde não tem hospital ver uma peça teatral bem produzida é quase como beber um vinho desses que quem ganha salário médio teria de trabalhar a vida inteira sem férias para comprar uma garrafa. Nem só de pão viverá o homem está escrito em Mateus 4:4. Nestes tempos quando tantos pregam a verdade bíblica, esse trecho lembra que a gente não quer só comida e tem o direito de reivindicar muito além das prioridades.

  • Ainda se pode pensar -Djavan | joaocarlosviegas.com

    ​ ​ ​ - Pérola Onyx Lorenzoni diz que vê em Bolsonaro um líder e não deixa oministério. Portanto, Onyx continua uma das pérolas do Governo. ​ ​ ​ ​ ​ -Álibi Djavan diz que está esperançoso com o atual governo e os fãs protestam. Pelo que já fez, Djavan tem bom "álibi" para escapar das cobranças. ​ ​ ​ ​ ​ - Coronavírus ​ E o Coronavírus, hein? Em quem queria viajar até a China foi uma ducha de água fria. ​ ​ ​

  • Crônicas - Flamengo, eu vi! | joaocarlosviegas.com

    - Flamengo, eu vi! Flamengo, eu vi o campeão no empate com o Fluminense na década de60. Além de Espanhol, maior nome do rubro-negro na época, lá estavam Carlinhos e Nelsinho que eu acompanharia ainda por algum tempo. Não, não lembro bem o Flamengo de Dida, artilheiro da história do clube, que era do meu time de botão. Mas eu vi Aírton e vibrei com Silva, capaz de cabeçadas infalíveis no gol adversário. Num FlaXFlu, Silva saiu do chão com leveza e fez o gol da vitória que me fez voltar feliz do Maracanã para Jacarepaguá. É claro que vi o Flamengo de Zico, Adílio, Raul, Liminha, Andrade, Nunes..... campeão do mundo em Tóquio depois de ganhar tudo no Brasil e na América do Sul. Esse Flamengo é para se guardar na memória com orgulho e carinho. Flamengo, eu vi agora o de Gabigol, Bruno Henrique, Willian Ayrão, Gerson, Arrascaeta ..... sob o comando de Jorge Jesus. Campeão carioca indiscutível, do Brasil com antecedência e da Libertadores numa virada inesquecível que meu coração de flamenguista resistiu bravamente. Não, não ganhamos em Doha. Perdemos na prorrogação quando diziam que o massacre viria no primeiro tempo. A vitória do Liverpool é inquestionável, mas não houve derrota do Flamengo. O rubro-negro não ganhou, mas não saiu derrotado. Derrota se tem quando não se luta pela vitória e isso não condiz com essa equipe que deslumbra até adversários que festejam ter emplacado quatro gols contra o Flamengo. Mesmo tendo levado oito nos dois turnos. Em 2019, Flamengo, eu vi, um grande time que botou a bola na roda da história renascendo o futebol brasileiro que andava triste, sem técnica, sem entusiasmo. Claro que ouvi inúmeras gozações, nemes, troladas e toma diretas e indiretas. Faz parte, não é? Principalmente, quando não se ganha nada; parece, que debochar de quem quase ganhou tudo alivia. No domingo, saí à rua vestido com a camisa do Flamengo porque aprendi com Jackson do Pandeiro que “sou Flamengo até debaixo d’água” e não tenho medo de ser vice. Flamengo, eu vi o gol de Firmino acabar com nossa pretensão de gritar: “Campeão do mundo!”. No entanto, gritos presos na garganta um dia se soltam. Espero viver ainda muito para dizer: “Flamengo, eu vi de novo um campeonato mundial!”

  • Ainda se pode pensar - Inglês | joaocarlosviegas.com

    02/11/19 - Desde que assumiu, governador do Estado do Rio de Janeiro faz a sétima viagem internacional. Ele é um governador em trânsito, além de viajar muito, usa o cargo como Pit Stop para chegar à Presidência da República. Desta vez, a viagem será a Londres, destino correto para quem governa para inglês ver. - Em Niterói, Prefeitura promete acabar com gargalos no trânsito. Vamos ver se funciona porque engarrafamento em Niterói é um porre. - Navio que derramou óleo no Nordeste seria grego. Levantaram a bola para o presidente da República dizer que essa é a prova de que GreenPeace, Psol, Venezuela, PT e etc deram ao país um presente de grego.