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- Flamengo, eu vi!

        

     Flamengo, eu vi o campeão no empate com o Fluminense na década de60. Além de Espanhol, maior nome do rubro-negro na época, lá estavam Carlinhos e Nelsinho que eu acompanharia ainda por algum tempo. 

   Não, não lembro bem o Flamengo de Dida, artilheiro da história do clube, que era do meu time de botão.  Mas eu vi Aírton e vibrei com Silva, capaz de cabeçadas infalíveis no gol adversário.  Num FlaXFlu, Silva saiu do chão com leveza e fez o gol da vitória que me fez voltar feliz do Maracanã para Jacarepaguá.

É claro que vi o Flamengo de Zico, Adílio, Raul, Liminha, Andrade, Nunes.....  campeão do mundo em Tóquio depois de ganhar tudo no Brasil e na América do Sul. 

Esse Flamengo é para se guardar na memória com orgulho e carinho.

Flamengo, eu vi agora o de Gabigol, Bruno Henrique, Willian Ayrão, Gerson, Arrascaeta ..... sob o comando de Jorge Jesus. 

Campeão carioca indiscutível, do Brasil com antecedência e da Libertadores numa virada inesquecível que meu coração de flamenguista resistiu bravamente.

Não, não ganhamos em Doha.  Perdemos na prorrogação quando diziam que o massacre viria no primeiro tempo.  A vitória do Liverpool é inquestionável, mas não houve derrota do Flamengo.  O rubro-negro não ganhou, mas não saiu derrotado.  Derrota se tem quando não se luta pela vitória e isso não condiz com essa equipe que deslumbra até adversários que festejam ter emplacado quatro gols contra o Flamengo.  Mesmo tendo levado oito nos dois turnos.

Em 2019, Flamengo, eu vi, um grande time que botou a bola na roda da história renascendo o futebol brasileiro que andava triste, sem técnica, sem entusiasmo. 

Claro que ouvi inúmeras gozações, nemes, troladas e toma diretas e indiretas.  Faz parte, não é? Principalmente, quando não se ganha nada; parece, que debochar de quem quase ganhou tudo alivia.  

No domingo, saí à rua vestido com a camisa do Flamengo porque aprendi com Jackson do Pandeiro que “sou Flamengo até debaixo d’água” e não tenho medo de ser vice.

Flamengo, eu vi o gol de Firmino acabar com nossa pretensão de gritar: “Campeão do mundo!”.  No entanto, gritos presos na garganta um dia se soltam.  Espero viver ainda muito para dizer:

                                 “Flamengo, eu vi de novo um campeonato mundial!”