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- Sobre a sexualidade do futuro

    

     Houve um tempo quando cientistas não conheciam a cura da tuberculose ou desconheciam uma vacina capaz de prevenir a paralisia infantil.  Muitos cientistas usaram as pesquisas para experimentos terríveis em campos de concentração.  Falo isso porque nem sempre o que diz um cientista deve ser encarado como verdade absoluta e nem sempre um cientista preza a ética ou é exemplo de virtudes.  Além do mais, é um ser humano que pode cometer erros. 

Por isso, leio com desconfiança um cientista; não sei se conceituado na comunidade científica, mas capaz de mobilizar a imprensa em torno das opiniões que divulga.  O cérebro privilegiado declarou que a humanidade caminha para a bissexualidade. 

Ora, como já ouvi que na Grécia e na Roma da Antiguidade a bissexualidade era comum.  Então, ao contrário do que diz o cientista, a humanidade não caminha, mas retrocede para o bissexualismo.

       Já ouvi lésbicas garantindo que, cientificamente, só uma mulher é capaz de provocar o orgasmo pleno em outra mulher porque conhece o corpo feminino no qual está “aprisionada”, as aspas são minhas.  Também já ouvi homens gays proclamarem que podem entender melhor uma mulher porque teriam uma sensibilidade semelhante à dela.  Esses argumentos são de pessoas que querem afastar os homens das mulheres.  As lésbicas para evitar a concorrência e os gays masculinos para afastar as mulheres dos homens.  Por isso, jogam essas teorias e se colar; colou.

        Não sou contra a opção sexual de pessoa alguma nem acho que ser homo ou hétero seja condição para julgar o caráter, a honestidade ou a dignidade de alguém.  Só não quero é que me tirem o direito de ser homem ou me julguem anormal por admirar mulheres.  Ou julguem anormal, mulheres que sentem atração por homens.

         O mundo avançou e não se pode exigir mulheres de rosa e homens de azul.  A homossexualidade não se expandiu.  Apenas, atualmente, pode-se assumir a preferência sexual e buscar espaços na sociedade sem precisar se omitir ou se esconder.  Tudo isso é saudável.  O que não dá é essa cobrança de que há homofobia na heterossexualidade.  Combater preconceitos lançando mão dos argumentos que os preconceituosos apregoam, não é bom.

         Lembro uma frase que li em “O Pasquim”, jornal satírico da década de 70.

“Sou heterossexual convicto.  Embora admita que os bissexuais tenham mais vantagens nas relações.”

Portanto, se a humanidade caminha para a bissexualidade; vamos aguardar os acontecimentos; não é preciso tanta pressa como uns e outros que, em vez de caminhar, já estão correndo para lá.