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     - Tem de botar na conta da corrupção

        

 

   Em 2006, não votei em Sérgio Cabral para governador por considerar que Denise Frossard seria a melhor opção.  Interessante, uns e outros que elogiaram o então juiz Sérgio Moro, diziam que a juíza apenas cumprira com sua obrigação ao condenar bicheiros.

         A adversária de Cabral foi mal na campanha e, com pouco jogo de cintura para a política, teve declarações distorcidas.  Então, deu Sérgio Cabral que construíra a carreira afagando idosos e até elogiado pelos humoristas do “Casseta e Planeta”.  

No princípio, o governador me inspirou simpatia porque, como carioca de nascimento e niteroiense por escolha, já cansara dos lamentos sobre a cidade do Rio e sobre o estado.  Todo mundo falava mal do Rio e o pessoal daqui concordava baixando a cabeça.  Cabral (Paes como prefeito também) trouxe de volta um orgulho e uma fé no Rio de Janeiro.   Não me agradava aquele grude com Lula, porém, argumentavam que o Rio já sofrera muito por causa de divergências com o Governo Federal.  Portanto, deveríamos aceitar a aproximação com Brasília que traria verbas e etc. 

         Não, não sabia da corrupção que corria nas estranhas do Governo Cabral em quem não votaria nem para a reeleição.  No entanto, o reeleito teve 66% dos votos, ganhando no primeiro turno.  O que mostrara uma população satisfeita com a administração estadual.  

         Sérgio Cabral estava cotado para ser vice na chapa do PT para o Planalto, falavam dele para a Presidência da República numa próxima eleição.  Enfim, ele era um dos políticos mais importantes do país.  Até que sumiu, ficou escondido e só iria reaparecer preso em 2016.

         Cabral e alguns que orbitavam em torno dele roubaram muito.  A festa em Paris quando houve a celebração com guardanapos na cabeça foi o ápice dessa insaciável roubalheira.  O governador, a primeira-dama e assessores próximos exageraram na arrogância, na prepotência e na certeza da impunidade.  Não desconfiaram que as falcatruas seriam descobertas?  Nenhum pensou que aquele exagero chegaria ao público? Afinal, no mínimo, alguém iria questionar tanta ostentação nem que fosse numa “Cartas dos leitores”.  

         O Rio quebrou e aquela sensação de volta por cima foi para o espaço.  Como carioca, tenho frustração imensa por causa dessa cilada, uma triste e mal montada farsa.  O mais perigoso é tal embuste ser jogado nas costas da democracia.  Por isso, a chapa juntando capitão e general venceu a eleição.

                         A corrupção de Sérgio Cabral, PT e de outros representantes da esquerda é responsável pela atuação situação brasileira que tem um presidente despreparado se proclamando vítima de conspiração.  A mesma Rede Globo acusada de ter editado o último debate entre Collor e Lula para favorecer a eleição do primeiro, conspira contra o capitão. A mesma Rede Globo que fazia José Dirceu pedir a “Regulamentação da Imprensa”, coisa que me soava como censura mesmo. Aliás, contra o militar (será mesmo que alguém reformado aos 33 anos de idade e já batendo 64 ainda é considerado militar?) unem-se o direitista Witzel com o Psol mais o PT mais a Venezuela mais o Macron mais o Greenpeace e mais não se sabe quem numa concertação cujo objetivo é difícil de se definir.  

         A corrupção é responsável por este Ministro da Justiça apagado no cargo, pelo ministro da Economia devorando direitos trabalhistas e aposentadorias, pelo Ministro medíocre da Educação, pelo óleo vazado nas praias, enfim, por todas as mazelas que culminam com um presidente da República despreparado e raivoso disparando xingamentos.

         O país poderia ter outro rumo e chegou a ensaiar progresso.  No entanto, havia a corrupção no meio do caminho.  A mesma corrupção que elegeu um suposto caçador de marajás e repetiu seu nefasto efeito nas últimas eleições presidenciais.